Para nova fase da nota fiscal eletrônica, o segredo é investir em tecnologia

19/12/17
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O modelo de tributação brasileiro é um dos mais complexos do mundo, uma verdadeira pedra no sapato das empresas. Uma grande companhia entrega, mensalmente, mais de mil obrigações. O cenário é especialmente ruim no que diz respeito à emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), obrigatória desde 2007 e dificultada pela necessidade de auditorias periódicas.

Algumas mudanças no formato da NF-e foram lançadas recentemente, como novo layout, novos campos e regras de validação. As empresas terão até abril de 2018 para se adaptar, tarefa ainda mais penosa para as lojas on-line.

O que causa todo esse ambiente de alta complexidade é a possibilidade, para todos os estados e municípios do território brasileiro, de alterar as obrigações acessórias que devem ser entregues. Essa falta de unidade entre tem impacto direto no comércio eletrônico. Por isso, a adoção de soluções tecnológicas para o desempenho desse tipo de cálculo se torna cada dia mais indispensável e seguro.

“A transformação digital deve atingir todas as esferas de uma empresa. Atividades que podem, devem ser automatizadas e o capital humano ter enfoque somente em questões estratégicas e a emissão de nota fiscal eletrônica é um grande exemplo disso. Hoje, ponto central deve ser em soluções que calculem automaticamente tributos e retenções em operações de entrada e saída, e que tenha autonomia para adicionar essas informações em tempo real às notas, conforme são emitidas”, afirma Jander Martins, CEO da Nexaas, companhia de tecnologia da informação que desenvolve um ERP exclusivo totalmente modular.

Bitributação

A emenda constitucional 87 e partilha de ICMS entre os Estados determina que parte dos impostos seja dedicada ao estado destino da mercadoria e, não somente ao estado de origem. Essa medida gerou o problema de bitributação pelas empresas. Além do risco de multas e diversos problemas fiscais pelo pagamento incorreto dos tributos, a bitributação pode causar altos prejuízos uma vez que as companhias não são avisadas pelo Fisco da situação.

“Todas essas complicações podem ser evitadas quando a empresa conta com um emissor de notas fiscais que atualize, em tempo real, todos os impostos, incluindo Substituição Tributária e Pauta Fiscal”, ressalta Martins. O executivo também salienta a importância da segurança do sistema a ser adotado e a garantia de que acessos não autorizados não ocorram, uma vez que as informações contidas nesse tipo de solução são de total confidencialidade.

Conteúdo adaptado do artigo originalmente publicado no Portal IT Forum 365.