Ainda é tempo de se reinventar

14 de novembro de 2017, às 15:48

ChatBots, Machine Learning e Realidade Aumentada são apenas algumas das grandes tendências tecnológicas para os próximos anos, e as empresas e negócios que desejarem se manter ativas deverão se reinventar para incluir as novidades em seus processos. Esta é uma mudança gradual, pois nem todas as companhias têm a tecnologia em sua essência. Um bom primeiro passo é começar utilizando softwares de outras empresas, e dessa forma ir gradativamente injetando o pensamento tecnológico em sua companhia.

É fácil pensar que a inovação já tomou conta do mercado e que, hoje em dia, não haja uma empresa que ainda não tenha se adaptado a este novo paradigma, mas isso não reflete a realidade. Em minha experiência me deparo com grandes empresas, inclusive multinacionais, que ainda fazem a gestão com base em planilhas. Grande parte dessas companhias está habituada com métodos arcaicos, monolíticos, custosos e que não são aproveitados em sua totalidade.

Toda essa mudança está nas mãos dos gestores, que necessitam, mais do que tudo, escutar: o mercado, os funcionários, desenvolvedores, fornecedores e, principalmente, os clientes. É preciso que os CEOs entendam, de uma vez por todas, que estamos em um ponto de virada e que a transformação é inevitável. Afinal, todos são beneficiados, pois os colaboradores poderão produzir mais e melhor, e dessa forma, seus clientes serão melhor atendidos. O caminho é focar na otimização dos processos de modo que a informação flua na empresa e que todos consigam extrair inteligência disso.

Muitos CEOs e gestores demonstram certa tendência em apostar e compreender as novidades, muitas vezes porque não conseguem ver onde isso pode beneficiar a empresa. Nesse ponto, os colaboradores têm um papel muito importante, uma vez que grande parte deles nasceram nessa era tecnológica e têm intimidade com tais inovações, sempre trazendo novas ideias para auxiliar nessa transição. Fica por conta dos gestores filtrar o que é possível executar, e nesse caso, a experiência fala mais alto.

Diante dessa nova disposição das empresas em se reinventar, o mercado ganha um sopro de vivacidade importantíssimo no atual cenário econômico. Uma vez que decidem se reorganizar, buscam ferramentas e pessoas interessadas nessa mudança, as companhias ajudam a movimentar todo o mercado. Novas empresas menores, provedoras de software também ganham um momento de respiro e oportunidades e dessa forma todo o mercado é mobilizado.

O fato é que se reinventar é o maior desafio enfrentado pelas empresas nos últimos anos, e quem não conseguir esse feito vai desaparecer gradativamente. É uma fase difícil, é preciso organização, disciplina, dedicação, ferramentas funcionais, pessoas certas pra poder conseguir trazer esse tipo de pensamento da inovação. Em contrapartida, após implementada a mudança de cultura, a empresa ganha grande vantagem competitiva. Todo esse processo vai trazer valor, não só para a companhia, mas também para os clientes e isso é benéfico. É possível entregar mais rápido, com menos erros, adquirir facilidade de comunicação, desenvolver produtos melhores, tomar decisões mais ágeis e mais assertivas porque a informação e a inteligência estarão disponíveis. Há empresas que, com processos otimizados, conseguem alocar profissionais para atividades diretamente relacionadas ao core business da companhia ou então direcionar esses colaboradores ao atendimento ao cliente, por exemplo.

E apesar de a evolução ser rápida, as companhias ainda tem tempo, ainda que pouco, para se reinventarem. Todas as empresas têm capacidade para isso, precisam apenas colocar como prioridade. Há várias formas e níveis de inovação: utilizando processos, mudando a cadeia de valor, transformando a vida do cliente e fazendo várias ações para mudar como a empresa lida com o mercado. Há espaço para todos que souberem disputar por ele.

*Marcelo Guerra é chefe do departamento de Design da Nexaas. Com mais de 20 anos de atuação no mercado de design, tem expertise relacionada tanto ao mercado corporativo (Mastersaf, Gesplan e etc.) quanto ao meio acadêmico (Escola de Artes Visuais do Parque Lage e no Instituto INFNET).

Artigo originalmente publicado no portal Administradores.

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